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21/01/2018 00h00
CARTAS NO TEMPO - Alma e Saudade

 


Por Ricardo Oliveira - oliveirapoeta.oliveira@gmail.com


 

CARTAS NO TEMPO: Alma e Saudade

                                                                                         

O “Retorno”

V

ens minha alma a gemer no meu peito, virando as noites, enquanto as luzes estão apagadas. E tens o somo despertado por tantas lembranças. Loucuras de quem não sabe ter controle algum de si mesmo. De súbito, conversas com o próprio poeta e não chegas a nenhuma decisão. Sobre as benfeitoras de uma cidade mergulhada em flashes, momentâneos das cenas em que tantas belezas foram demonstradas. Creio ser, afinal, um modo simpático de me falares a respeito de um possível “retorno”. É, alma minha! Encaro isso como sendo um anuncio das alegrias deixadas pelas ruas e casas visitadas ao longo da história. Até o gosto da religiosidade bate no portão do meu “interior castelo”.

 

Saudosismo da alma

Recebo-te recordação,

Como parte de mim.

Pois na esperança de que,

Um só dia a minha alma

Possa voltar a reviver

As nuanças de uma cidade

No qual tanto desejei!

E morei em tempos preciosos.

Há sempre um lampejo

Das fontes inesgotáveis

De sabedorias e amizades

Dos quais eu mesmo tenho

Saudades em meu peito.O cheiro da comida servida

Num amplo espaço, chamado:

REFEITÓRIO. Isso, sem contar,

Da hora do café, e do jantar,

Sendo-me valorosas conversas

Sobre todas as coisas expressivas

Do dia a dia! E as meditações das manhas,

O sabor delas na noite que chega para o descanso.

E então, o que realmente queres minha adora vida?

Já faz uns bons anos desde a última vez!

Ainda não deixastes, oh pobre espírito,

De ter tais manifestações de saudosismo?

Empresto-te só a minha memória, e basta?

Quando regressares, porventura, sentirás

Realizada em sua totalidade? Assim, viverás!

 

A cidade mencionada

Mística ou não, o fato é que o espírito do ser sempre irá recordar das coisas boas e ruins. A vida é uma decisão, e uma vez tomada, não se pode voltar a traz. Procede? Os versos tecem a respeito de uma cidade já antes mencionada em outra poesia. Ela está intitulada nas CARTAS NO TEMPO: A CIDADE. Pois bem, com tantos detalhes visíveis nas linhas, fica claro ser uma cidade importante para quem o experimentou. Entretanto, não é possível identificar o Estado e nem o nome dela (a cidade), em que tudo fora marcante. Existem traços de uma saudade imensa em poder reviver alguns minutos ou momentos, cujo poeta é o sujeito a ter tais necessidades. Conversando com sua alma.  

 

Deixemos a saudade de algum lugar a guiar a alma ao seu regresso.


Coluna escritas Terças e Domingos.


Publicado por Diário Recôndito e Poesia em 21/01/2018 às 00h00
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