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Diàrio Recôndito e Poesia
O Jornal das Palavras - Fundado em 10/10/2017.
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13/04/2018 07h00
VIAJANDO NA POESIA – RELIGIÃO X RELIGIOSIDADE


Valmir Vilmar de Sousa - vevesousa1958@gmail.com


RELIGIÃO X RELIGIOSIDADE


 

Um dia um amigo me perguntou: tu sendo um cientista da religião, qual o teu credo religioso?  Pensei e respondi com uma pergunta: qual o motivo desta pergunta? O que pode acrescentar à minha essência como um ser espiritual que nós somos, qual o credo que eu sigo? Ele não entendeu então respondi, os rótulos é o que menos me interessa, o importante é o homem vivenciar sua religiosidade interior livre de conceitos e preconceitos. A partir deste instante nos embrenhamos em uma conversa positiva, construtiva de profundo teor teológico/filosófico. Muitas pessoas não conseguem diferenciar religião de religiosidade, entendem que se fulano não segue uma determinada religião, seja o cristianismo em suas variadas vertentes, islamismo da mesma forma, judaísmo, hinduísmo e tantos outros “ismos” existentes neste planeta chamado terra não acreditam em Deus, são ateus. Devemos ter em mente que a religião é uma instituição organizada pelo homem, por si só tem suas falhas, com seus dogmas, leis, ritos e sua função é orientar as pessoas a caminharem num caminho reto, ético e moral. Tendo seus livros sagrados como referencial, ela nos dá uma orientação para galgarmos os degraus necessários à nossa evolução espiritual e sermos felizes. A religião podemos dizer é nossa muleta a qual precisamos para caminhar sem tropeço, sem necessidade de sermos “carregados” por alguém, é a nossa “independência” espiritual e emocional. No entanto ela impõe regras, comportamentos que às vezes não estamos preparados ou não aceitamos tais imposições.  Diante de situações e realidades o homem vai experimentando as diversas opções que o mercado oferece conforme sua necessidade seja material ou espiritual criando uma grande confusão interna. A religião é constituída pelos símbolos que os homens usam, sendo os homens diferentes uns dos outros, seus mundos sagrados também o são. A religião tem o poder, o amor e a dignidade do imaginário. No processo histórico, da qual a civilização se formou, recebemos uma herança simbólico-religiosa, de um lado judaico- cristão, do outro lado as tradições culturais greco-romanas. Mas tudo isso acontece porque o homem não descobriu a sua religiosidade ou não tem conhecimento dela. A religiosidade é inerente ao ser humano, está aquém de dogmas e padrões religiosos. Religiosidade é a forma mais sutil de o homem conectar-se com Deus, é o Eu divino clamando por uma superação, é o Deus real habitando em seu coração, independente de padrão religioso que se venha a seguir. Este contato religioso não significa estar filiado a uma denominação religiosa e sim vivenciar sua religiosidade, sua fé, pois é isso que nos sustenta, que nos da liberdade e coragem para enfrentar as adversidades que a vida apresenta nos ligando ao cosmos.  O homem geralmente fica doente por falta deste entendimento. Ele pensa que Deus está nas religiões sentado à espera de suas orações, seu dízimo, sua caridade, não, ele está dentro de cada um de nós, ele habita em nós. As religiões em toda a sua história ensinou ao homem que Deus está nas igrejas, nos templos, nos seus ritos dogmas etc, como forma de reter o homem aos seus caprichos e interesses mercadológicos e impor a exclusividade cognitiva do sagrado para si. Com estas atitudes o homem se torna órfão do conhecimento de vivenciar sua verdadeira religiosidade de uma forma livre, leve e solta sem mácula, sem ter de “optar” pelo reino dos céus ou do inferno. O homem quando está de bem com sua religiosidade, sua fé, ele sente-se um ser livre destas armadilhas porque tem conhecimento deste Deus que mora no seu coração. Consegue entender melhor a vida, respeitar o outro, amar mais, se amar principalmente, ser caridoso, solidário, respeitar a natureza enfim, ele sente Deus em todas as formas de vida deste planeta, pois tem consciência que Ele é o grande arquiteto do Universo. Devemos nos espelhar em seres especiais que por aqui passaram e deram seus recados sem se preocuparem com o julgamento das religiões de seu tempo e, no entanto, com o passar do tempo seus ensinamentos foram sendo adulterados conforme o interesse de cada sociedade. Exemplos como Buda, Krishina, Cristo, Mohamed e tantos outros ensinaram como vivenciarmos nossa religiosidade, como nos conectarmos com Deus que vive em nós. Sejamos mais sensatos com nossas crenças e olhemos até onde esta crença está atrapalhando nosso caminhar, até onde ela contribui para o nosso crescimento rumo à nossa evolução neste e deste planeta chamado Terra. Namastê.


Coluna escrita as Sextas-feiras.


Publicado por Diário Recôndito e Poesia em 13/04/2018 às 07h00
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