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01/05/2018 07h00
Cartas no Tempo: Alma e Reflexo

Alma e Reflexo


Conheço os limites de mim

Ou nem mesmo isso.

Já desconheço minha alma,

Pois ela parece ter vida própria,

E sempre está diante de um amor

No qual eu tenho dificuldade

Para compreender e vivenciar.

Constantemente, percebo-a

Como uma linha que não

Desgruda da minha imagem,

E seu reflexo vem a ser

A face no qual fui moldado.

Será que é bom tudo o que penso?

Será conveniente ter este tipo de ideia

Com sentimentos molhados de tal maneira,

Que quando vejo, tenho a nítida impressão

De estar enxergando a poesia em sua docilidade.

Movo-me o tempo inteiro, me agito por ansiedade!

Na imensidão do universo, a linguagem traduz

Um pouco dos meus verdadeiros anseios.

Quem escreve nunca deixa de dizer algo

No qual é de sua inteireza.

Aqueles que leem os escritos,

Notam a realidade escondida

Sobre um véu de multicores.

Até pelo fato de que cada um

Dá aos textos a sua interpretação.

Lembro-me agora de quando eu era criança,

E como brincava criando cenários.

Realmente, o meu espírito ainda é uma luz.

Uma luz a brilhar em espaços e mostrar encanto.


Dê a sua verdadeira visão sobre a poesia?


Coluna escrita as Terças e Domingos.


Publicado por Diário Recôndito e Poesia em 01/05/2018 às 07h00
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